quarta-feira, 27 de abril de 2011

Educação e Comunicação de Hoje e 40 anos atrás


          Ao longo dos tempos, a educação vem evoluindo, trazendo consigo uma bagagem de histórias.
Entrevistei a Sra. Odete da Silveira Machado de 62 anos de idade, professora, ela aceitou contar um pouco dessas histórias.
Odete, cursou o magistério no Colegio Santa Terezinha, formou-se em 2004 em Licenciatura em Pedagogia e em 2007 concluiu sua pósgraduação em supervisão e orientação escolar. Está aposentada com 20 horas e ainda continua na ativa com mais 20 horas.
A Sra. Odete começou a lecionar muito cedo e está há 40 anos no magistério, trabalhando com a alfabetização de crianças em série iniciais. Seguindo a entrevista lhe perguntei como era a escola naquela época em que ela começou a dar aulas. E ela me respondeu que era muito boa, faltavam recursos, mas as professoras eram reconhecidas por seus trabalhos. Havia uma grande dificuldade para ir até a escola, pois não haviam transportes coletivos naquela época até o interior, era tudo à base de cavalos, carroças e charretes, e as professoras tinham que se instalar nas dependências da escola ou em casas de parentes próximos.
As aulas em dias escuros eram dadas a luz de velas, pois não existia luz elétrica naquela época, quando não havia velinhas de cebo para todos, nos dias escuros ou chuvosos, as professoras faziam atividades recreativas com muito diálogo, pois não podiam dispensar as crianças para irem para a casa.Geralmente as salas de aula eram grandes salões onde se dividia em duas turmas por turno, para facilitar a aprendizagem e devido a falta de professores, as mesas e os bancos eram grandes e compridos onde vários alunos se sentavam juntos, e a escola não fechava. No mesmo prédio durante a semana funcionava a escola, nos sábados catequese e preparação para a eucaristia e nos domingos, encontros dos pais para
celebrações dominicais. Alunos e professores se ajudavam nas tarefas de organização da escola, havia cooperação entre todos.
Ela disse que sente muita falta de tudo isto, pois existia mais interação com os pais, coisa que hoje em dia está cada vez mais raro.
Naquela epóca era normal uma professora ser diretora, secretária, merendeira, faxineira e professora, pois faltava gente para trabalhar, assim ela ficou por 22 anos atuando em uma escola, mas gostava do que era
prazeroso.
As crianças eram educadas, inteligentes e queriam aprendem, e hoje ela está muito decepcionada com as atitudes dos alunos, a falta de respeito e o desinteresse por aprender.
O curriculo pedagogico era mais valorizado, o estudo mais centralizado, mais cobrado dos alunos, não tão diferente de hoje.
Os pais ajudavam os filhos com conhecimento prévio de vivência, porque a maioria eram analfabetos, ensinavam por educação de valores.
A Sr. Odete ainda me contou que hoje em dia os valores de boa educação estão se perdendo nas relações humanas e ela se sente muito angustiada e constrangida pela educação estar tão devasada, de tal forma que
pretende se aposentar nas 20 horas que ainda está na atuante.
Em seguida lhe fiz a segunda pergunta...
Quais eram os meios de comunicação existentes nesse período?
A Sr. Odete conta que não existiam muitos meios de comunicação nessa época, era tudo à base de muito diálogo, e rádios de pilha. As máquinas de tirar fotografias eram muito raras e caras, e existia alguem que ia até o lugar desejado para fazer o retrato, mas pelo dificil acesso a localidade e a falta de recursos, ela não possui nenhuma foto da época em que começou a atuar como professora.
Havia muita carência de recursos naquela época, dificultando a forma de ensino.
Muitas vezes os alunos usavam livros em conjunto, pois não havia livros para todos, a demanda na escola era superior à máxima permitida, em torno de 250 alunos para mais, nunca diminuindo. Esse número era relativamente grande para uma escola de interior, a situação era bem precária.
Hoje os alunos tem acesso à muitas tecnologias, melhorando assim a educação, basta apenas usá-la da melhor maneira possível, aproveitando os recursos para aprimorar a educação e não para devasar cada vez mais.

Meios de Comunicação Utilizados Ontem e Hoje

Antigamente as pessoas se comunicavam através de cartas escritas com pena, logo após passaram a usar o telefone para se comunicar, hoje a carta ainda é utilizada, mas em uma percentagem bem menor, ao invés da carta utilizamos o email, o telefone aprimorou-se e está cada vez mais moderno.
A medida que o tempo foi passando tudo foi evoluindo inclusive os meios de comunicação, apareceram as máquinas de escrever e depois disso os computadores e o MSN, do qual utilizamos atualmente para nos comunicar com as pessoas.

História do local onde vivo - Santo Antônio da Patrulha


Santo Antônio da Patrulha é um dos quatro municipios do Rio Grande do Sul, sua colonização é basicamente açoriana e com o passar do tempo foi adquirindo outras colonizações, hoje já é uma cidade de várias “raças e cores”.
A cidade recebeu este nome em virtude das patrulhas instaladas em seu território, com o objetivo de cobrar impostos para a coroa, fiscalizava e cobrava os impostos provenientes dos rebanhos que passavam por ali e
iam em direção à Minas Gerais e demais regiões.
A história de Santo Antônio da Patrulha tem em evidência alguns pontos importantes em sua trajetória.

● O da cana de açucar
● O do arroz
● A metal-mecãnica e as demais atividades que vieram ao longo dos tempos.

Realizei entrevista com o Sr. Ivo Stoffel, 73 anos de idade, natural do então distrito de São leopoldo e hoje municipio de Dois Irmão, uma região colonial e de origem alemã, se formou na Universidade Federal do Rio Grande do Sul em Engenharia Agronôma em dezembro de 1963.
Em 1964, Ivo foi convidado a exercer sua profissão de Engenheiro em Santo Antônio da Patrulha, prestando serviços aos agricultores canavieiros na então AGASA.
A principio era para o Sr. Ivo permanecer em Santo Antônio apenas por um ano, fato este que não ocorreu, pois permanece nesta cidade por mais de quarenta anos. A partir deste ponto com tanta convivência aos
longos desses anos com diversos agricultores, ele conta em um vídeo toda a trajetória que conheceu desde a sua chegada em Santo Antônio da Patrulha em 1964, até os dias atuais.
A vida rural e suas culturas, o desenvolvimento da cidade, área urbana e econômica...
Ao final da entrevista o Sr. Ivo ainda revelou que as pessoas que antes moravam nesta cidade na área rural e sairam daqui em busca de melhores condições de vida, hoje estão voltando as suas raízes, depois de aposentados e com a vida estabilizada, as veses até mesmo aos lugares onde moravam antes, suas antigas terras.
Assista na íntegra ao video realizado com o Sr. ivo Stoffel.

http://www.youtube.com/watch?v=uMtML9ZZjek